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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Pôr-do-Sol Unebiano brilha em dia cinzento

Marcada por fortes chuvas, a terça-feira do dia 13 Dezembro não atrapalhou aqueles que quiseram ir ao Departamento de Educação do Campus XV da Universidade do Estado da Bahia – UNEB prestigiar o Pôr-do-Sol Unebiano que tratou do tema “Juventude e Subjetividade: a construção da identidade na sociedade contemporânea”.

Mais uma vez, a edição do Projeto de Extensão de autoria da estudante Gerusa Sobreira e do Professor Ruy D’Oliveira começou com um espaço reservado para a arte. Dessa vez, o grupo de dança do Projeto Mutá apresentou o Hip Ballet, coreografando a música “Show me the meaning of being lonely” e “Everybody”, clássicos do grupo pop americano Backstreet Boys.

Após a apresentação do Hip Ballet, foi a vez das intérpretes da Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, cedidas pela Pestalozzi de Valença, entrarem em cena para traduzir todo o bate-papo que foi conduzido pela Profª. Esp. Taylane Nascimento, pelo Prof°. Ms. Ruy D’Oliveira e pelo sociólogo Adriano Pereira que substituíram o mediador convidado para a ocasião e que por problemas de saúde não compareceu ao evento.

Falando para 24 cidades baianas, através de videoconferência, os mediadores começaram as discussões com histórico do conceito de juventude, depois se debruçaram sobre os dilemas contemporâneos enfrentados pelos jovens e mostraram uma das grandes características do jovem contemporâneo: o consumo desenfreado. Partindo dessa característica, foi possível mostrar o quanto a mídia influencia os jovens a consumirem ao vender, em seus comerciais, fórmulas da felicidade e às demais pessoas fórmulas da juventude. Dentre as falas, o sociólogo Adriano Pereira destacou-se ao começar poeticamente sua fala sobre o tema, declamando uma poesia de Geraldo Maia, intitulada “Geração de Março”.

Embora tenham mostrado características de outras gerações, durante o bate-papo, os mediadores afirmaram que os jovens contemporâneos não podem ser comparados com os jovens de outras épocas, visto que as regras do sistema social são diferentes e exigem posturas diferentes, não há uma solidez nas atitudes. Dentre esses diferentes posicionamentos, eles mostraram que aquele protagonismo juvenil que estava instaurado na época da Ditadura Militar brasileira não existe mais com tanto vigor, visto que as forças de repressão não são mais tão evidentes e, hoje, predominam as faces ocultas, latentes de opressão social.

Interagindo sempre com o público presente, Taylane, Ruy e Adriano mostraram que os jovens brasileiros são uma das parcelas da população mais marginalizadas pelo sistema social. É essa categoria que mais sofre com o desemprego e condições desfavoráveis de trabalho, violência, ensino público precário, com o sensacionalismo da mídia. Para eles, o jovem precisa ser ouvido, precisa ser valorizado em suas opiniões, sobretudo levando em consideração o contexto social, no qual está inserido, ao serem formuladas políticas para a categoria.

Às vezes, ficamos procurando mestres e doutores em outros lugares para virem se apresentar, falar sobre algo na Universidade e nos esquecemos de tantos talentos brilhantes que temos ao nosso redor e que podemos contar, sobretudo por usarem as sandálias da humildade.”, avalia o estudante Elson Pascoal, referindo-se ao trio de mediadores.


Arnaldo Santana

Elson Pascoal Dias




Adriano Pereira

Hip Ballet
A terceira edição do Projeto, última de 2011, contou com o apoio cultural da Bahia Design, Jornal Valença Agora, O Boticário, da Rio Mar Modas, Rádio Clube AM, VM Confecções, Sapataria São Jorge, Rádio Rio Una FM e Sociedade Pestallozzi de Valença.

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